Love
•Outubro 12, 2009 • Deixe um comentárioOs injustiçados (parte 1)
•Dezembro 11, 2008 • 5 ComentáriosJhuly
Como a Ju não gostou nada de não ter sido citada no último post, decidi dedicar um texto só pra essa mocinha de encantadores olhos azuis.

Já faz muito tempo que ela me atura. Pra ser mais exata: nove anos, cinco meses e seis (?) dias. É uma das pessoas que mais me conhece (nossa, e como!) e uma das pouquíssimas para quem admito isso. Juntas (às vezes separadas) passamos por altos e baixos que me fizeram enxergar o mundo com outros olhos. Olhos que se conheceram adolescentes e, hoje, tentam aceitar a vida adulta.
Foi com a Ju que aprendi a gostar de videogame, de gatos, do Mc Donald´s, do inverno e de lareira.
Minha primeira namorada e o único eu te amo.
Ela ri das minhas piadas (até das piores), me faz sorrir quando só penso em chorar e acha graça quando começo a cantar.
Ela não conseguiu me ensinar a assobiar, mas me ajudou a ter menos medo do mar, de altura, de borboletas, do escuro.
A Ju me apresentou um dos lagos da Unisinos, me levou pra Canela. E é com ela que quero ir a Londres.
Ela me abraçou quando não vi meu nome na lista do vestibular, segurou minha mão quando minha avó morreu, riu nas muitas vezes que me machuquei, mas sempre me levou ao médico.
Até nas horas em que acho que estou pesando 487 quilos, com olheiras, o cabelo embaraçado e as unhas quebradas, ela sempre me diz que sou a gatinha mais linda do mundo.
Sei que ninguém é perfeito. Mas ela é perfeita pra mim.
Clipping
•Dezembro 8, 2008 • Deixe um comentárioDo caderno de Informática da Folha de S.Paulo (03/12/2008):


Balanço
•Dezembro 5, 2008 • 4 Comentários
Fim de ano se aproximando, papai-noel atolado de trabalho atrasado, finalmente um (dois) feriado pra relaxar um pouco. Esse é o clima de dezembro e, claro, não poderia faltar o famoso balanço de final de ano. Até outro dia, eu não estava muito otimista e só conseguia pensar nas coisas chatas que aconteceram em 2008. Mas é ruim ficar azeda desse jeito e, por isso, passei a lembrar do que foi legal. Saca só:
- Meus 27 anos foram comemorados com uma festa bem-sucedida.
- Tirei férias no meio do ano e conheci Salvador. Ó paí, ó!
- Aproveitei bastante a vinda do JB pro Brasil.
- Fui ao Rio de Janeiro e passei um dia inteiro na praia.
- O Rodrigo disse que eu podia visitá-lo em Paris.
- Realizei alguns sonhos de consumo: um MacBook, uma Nikon e um gravador digital.
- Consegui emagrecer.
- Fiz uma tatuagem linda no braço esquerdo.
- Criei coragem e fui ao dentista.
- Comecei a fazer terapia.
- Li muitos livros. Todos bons.
- Ganhei abraços apertados, elogios, carinho.
- Assisti ao Natal Luz em Gramado pela primeira vez.
- Não adquiri nenhuma alergia nova.
- Comi quilos de sashimi e sushi.
- Reduzi consideravelmente o teor de álcool no meu sangue.
- Dei presentes.
- Escrevi bastante.
- Visitei mais meus pais, meu irmão e meu sobrinho.
- Passei a acordar cedo para aproveitar os finais de semana.
- Decidi deixar o cabelo crescer e ainda não raspei a cabeça.
- Aprendi a fazer origami e a fazer fogo na lareira.
- Fiz fotos da formatura da Jac. E ela gostou.
- Ganhei meu primeiro free-lancer de foto.
Provavelmente estão faltando coisas nessa lista. Mas como, ao invés de ficar de trelelê, eu deveria estar trabalhando, vou deixar como está.
Era ilso.
Animada
•Outubro 27, 2008 • 1 ComentárioPerfect
•Outubro 10, 2008 • 1 ComentárioSometimes is never quite enough
De vez em quando nunca é o suficiente
If you’re flawless, then you’ll win my love
Se você for impecável, então ganhará meu amor
Don’t forget to win first place
Não esqueça de ganhar o primeiro lugar
Don’t forget to keep that smile on your face
Não esqueça de manter o sorriso no rosto
Be a good boy
Seja um bom menino
Try a little harder
Tente um pouco mais
You’ve got to measure up
Você tem que se impor
And make me prouder
E me deixar orgulhosa
How long before you screw it up
Quanto tempo antes de reparar?
How many times do I have to tell you to hurry up
Quantas vezes eu tenho que lhe dizer para se apressar?
With everything I do for you
Se tudo o que eu faço é por você
The least you can do is keep quiet
O mínimo que você pode fazer é ficar quieto
Be a good girl
Seja uma boa menina
You’ve gotta try a little harder
Você tem que tentar um pouco mais
That simply wasn’t good enough
Aquilo simplesmente não foi bom o bastante
To make us proud
Para nos deixar orgulhosos
I’ll live through you
Eu vivo através de você
I’ll make you what I never was
Farei de você o que eu nunca fui
If you’re the best, then maybe so am I
Se você for o melhor, então talvez eu também seja
Compared to him compared to her
Comparado a ele, comparado a ela
I’m doing this for your own damn good
Estou fazendo isso para o seu próprio bem
You’ll make up for what I blew
Você compensará tudo o que sofri
What’s the problem… why are you crying
Qual o problema… por que você está chorando?
Be a good boy
Seja um bom garoto
Push a little farther now
Force um pouco mais agora
That wasn’t fast enough
Aquilo não foi rápido o suficiente
To make us happy
Para nos deixar felizes
We’ll love you just the way you are if you’re perfect
Amaremos você do jeito que você é, se você for perfeito
Flashes experimentais
•Outubro 9, 2008 • 5 ComentáriosOntem, fui até Canguçu, que fica lá pra bandas de Pelotas, pra uma pauta. Mesmo infringindo as leis de trânsito um pouquinho, resolvi fazer umas experiências com a câmera enquanto dirigia. Sem critério nenhum, sem enquadramento prévio, sem nada. Só apontei a máquina e cliquei. O resultado de algumas delas vocês podem ver aqui embaixo.
Acho que ela me curtiu!!
Nada extraordinário, mas a vista é uma beleza.
Ponto de vista.
Meu Nome Não é Johnny, página 74
•Setembro 22, 2008 • 1 Comentário“(…) Era um casal que, no fundo, saboreava viver entre desencontros e reencontros. Ambos gostavam de surpreender e ser surpreendidos, de ter que administrar alguma incerteza em relação ao outro. Em geral, preferiam devorar a vida com um pouco de pimenta, adrenalina e riscos (…)”
Direto do túnel do tempo
•Setembro 21, 2008 • 2 ComentáriosVoltei. Andava por aí, meio sem inspiração, meio com preguiça, meio feliz, meio triste. Mas hoje deu vontade de escrever e escolhi uma lista (óbvio!) de coisas que aconteceram na minha vida pra marcar esse retorno. Hey, ho. Let’s go.
DEZ anos atrás:
- Ultrapassei o Trópico de Capricórnio e parei no Rio Grande do Sul.
- Entrei na faculdade. E gostei.
- Aprendi a boiar, a dirigir e a sonhar.
- Me apaixonei de verdade.
- Consegui um emprego de gente grande.
CINCO anos atrás:
- Passei uma semana em um veleiro.
- Pedi demissão.
- Fiz várias tatuagens. Coloquei piercings.
- Raspei a cabeça de novo.
- Senti saudade.
DOIS anos atrás:
- Ganhei um sobrinho.
- Saí de casa.
- Conheci um chinês original.
- Quebrei o dedinho do pé pela segunda vez.
- Chorei de alegria e de tristeza.
UM ano atrás:
- Realizei um sonho bobo e consumista. Comprei um Mac.
- Tive minha primeira festa de aniversário bem-sucedida.
- Fui pra Montevidéu.
- Conheci a dor de um desastre aéreo.
- Entrei na crise dos 30.
ONTEM, 20 de setembro:
- Assisti a 11 filmes.
- Chorei até inchar os olhos.
- Tomei sorvete com leite condensado direto do pote.
- Brinquei com um cachorro.
- Xinguei o cara do telemarketing.
HOJE, 21 de setembro:
- Acordei muito tarde.
- Ri ao ler uma crônica.
- Resolvi atualizar o blog.
- Continuei rouca.
- Senti frio nas mãos.
AMANHÃ, 22 de setembro:
- Reclamar das segundas-feiras.
- Ficar com os dedos imundos da leitura de jornais.
- Sentir o início da primavera.
- Começar a ler outro livro.
- Tomar sol na hora do almoço.
Manias
•Agosto 27, 2008 • 2 ComentáriosAdmito: sou chata, muito chata mesmo com o português. Sei que não estou livre de erros, mas estou o tempo todo procurando a grafia correta das palavras, a melhor maneira de construir uma matéria, etc. E, hoje, na hora do almoço, encontrei um aliado! Lendo a Folha de S.Paulo me deparei com o texto abaixo. Adorei esse cara!!
“Doutores excelências” (Marcelo Coelho)
Já passou a moda de reclamar do abuso dos gerúndios (“Vou estar telefonando…”) e do famigerado “a nível de”, que aliás nunca me pareceu a coisa mais horrível que se pode fazer com a língua portuguesa.
Bem ou mal, as pessoas começaram a se controlar um pouco nesses dois casos de vício idiomático. Mas nunca terá fim a luta em favor do que foi chamado, horrivelmente também, de “louçania da língua pátria”.
Anoto algumas expressões que se infiltraram sem combate no dia-a-dia das “classes cultas” brasileiras e que não são menos de doer.
O marketing de livros, por exemplo, especializou-se em termos irritantes. Outro dia vi uma reedição de “Em Busca do Tempo Perdido”, com uma cinta azul envolvendo todos os volumes. Dizia: “o Proust definitivo”.
Por que “definitivo”? Trata-se de uma reedição, revista, da antiga tradução feita para a editora Globo, lá pelos anos 40. Por mais elogios que mereça, nenhuma tradução é “definitiva”. A única mensagem real por trás desse “Proust definitivo” é a seguinte: compre de uma vez, e não se fala mais nisso.
Outra palavrinha comum é “referência”. Sai um livro sobre as eleições americanas. Logo vem o marketing pra garantir: “a referência”. Mais uma vez, está implícita a idéia de que você não precisa ler mais nada sobre o assunto. Compre, e estamos conversados.
Junto com “referência”, vem outro termo de igual pedantismo, só que aplicado ao ensino universitário: “excelência”. Pessoalmente, sinto calafrios quando vejo um anúncio de faculdade falando em “padrão de excelência no ensino de enfermagem”, ou “níveis de excelência em pós-graduação lato sensu”.
O “em”, por sua vez, já teve épocas melhores. Lembro-me de comprar camisas “de algodão”. Agora, todas são “em algodão”. Temos os sapatos “em couro”, e, se existem colchões “em espuma”, logo os haverá “em molas” também.
É banalidade falar do economês, que ultimamente anda por baixo. Mas de vez em quando ele dá as caras. O que dizer do famoso “marco regulatório”?
Quanto ao “desenvolvimento sustentável”, não sei se deve seu nome ao fato de durar mais tempo ou se é porque preserva a natureza, ou melhor, o “meio ambiente”. Sei que toda pessoa a favor dos “povos da floresta” se preocupa com o “desenvolvimento sustentável”. Afinal, trata-se de uma questão “planetária”. Espero que um novo “protocolo” ajude a “comunidade internacional” a resolver o impasse. De forma “negociada”, naturalmente.
Enquanto muitos ainda procuram matricular-se em cursos de “excelência” em “gestão de recursos”, os intelectuais mais sofisticados procuram personalizar sua linguagem, dotá-la de calor humano.
Caem em outros vícios curiosos. Cito um, que se alastra rapidamente. Notei-o pela primeira vez numa mesa-redonda sobre Gilberto Freyre. Os participantes, em sua maioria, referiam-se ao autor de “Casa-Grande e Senzala” pelo seu nome completo, tal como está na capa do livro. Gilberto Freyre.
Mas alguém achou bonito falar apenas de “dr. Gilberto”. Obtinha-se, com isso, um tom mais íntimo, próprio de quem o tivesse conhecido pessoalmente. Ao mesmo tempo, era inconfundível o ar de “casa-grande” que isso tinha.
É o equivalente a chamar Getúlio Vargas de “dr. Getúlio”, ou Adhemar de Barros de “dr. Adhemar”: coisa de acólitos. Mas pegou. Um livro recente com artigos sobre Sérgio Buarque de Holanda já tem seus exemplos de “dr. Sérgio”.
Ah, ele era doutor?
A ensaísta Gilda de Mello e Souza, num volume em sua homenagem, virou “dona Gilda”; só falta trocarem Antonio Candido por “dr. Antonio”. Logo teremos “dr. Florestan”. Verdade que houve “dona Ruth”. Mas era tratada assim na condição de primeira-dama, não de intelectual.
Sérgio Buarque sem dúvida acharia graça em virar “dr. Sérgio”. Pois nisto está a essência de seu “homem cordial”: presume-se um tipo de relacionamento que não passa pelas idéias e pelo exame racional da obra de um autor, e sim pelo misto de reverência e intimidade, de autoritarismo e espírito de copa-e-cozinha, que caracteriza até hoje os padrões de exclusão da sociedade brasileira.
Falei em “exclusão”? Peço desculpas por esta última palavrinha. Gostaria de deletá-la dos meus marcos de referência.
Dedicatória ou Momento rasgação de seda
•Agosto 26, 2008 • 3 ComentáriosA Jac me fez chorar na formatura dela. Não sou muito fã de lágrimas, mas pelo menos aquelas foram de alegria. Nos conhecemos há pouco tempo. Um ano, quase dois. E me lembro de algumas vezes de tê-la visto pelos corredores do Centro 3. Mas sabem aquela pessoa com quem se pode contar, independente do tempo de convívio. Pois então, foi o que vi nessa jornalista (eeeeee!!), de gargalhadas altas e engraçadas, adepta de lençóis térmicos, cachinhos dourados e de uma força que não sei de onde ela tira.
Quem me conhece, sabe que não sou muito dada a essas demonstrações públicas de apreço, mas acho que passei muito tempo guardando meus sentimentos e isso não traz nenhum benefício. E sem contar que não quero me tornar uma daquelas velhas rabugentas, estilo Ursulão (aquele do desenho…).
Então, dona Jac, esse post é pra você. Não deixei mensagem na sua foto durante a festa e nem mesmo consegui usar frases bonitinhas no cartão do seu presente, mas quero que saiba que fico muito feliz com a sua conquista e sei que outras ainda virão.
Ok, ok. Também sou uma jornalista (pseudo) e tenho que me preocupar em escrever bem um texto. Mas, como o blog é MEU, posso enchê-lo de lugares-comuns e repetir as palavras quantas vezes eu quiser!! Assim: parabéns pela força, por sua dedicação, por não ter desistido quando teria todos os motivos para fazê-lo, enfim, por fazer o que muitos não conseguiram: formar-se!
Um brinde! (foto minha, lero, lero, lero)
P.S.: Jacquelina!! Minha roupa ainda tá cheia daquela purpurina!!! =o)

De agora em diante…
•Agosto 17, 2008 • 1 Comentário“A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José?
E agora, você? Você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama, protesta, e agora, José?
Está sem mulher, está sem discurso, está sem carinho, já não pode beber, já não pode fumar, cuspir já não pode, a noite esfriou, o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio, não veio a utopia e tudo acabou e tudo fugiu, e tudo mofou, e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra, seu instante de febre, sua gula e jejum, sua biblioteca, sua lavra de ouro, seu terno de vidro, sua incoerência, seu ódio – e agora?
Com a chave na mão quer abrir a porta, não existe porta; quer morrer no mar, mas o mar secou; quer ir para Minas, Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse, se você gemesse, se você tocasse a valsa vienense, se você dormisse, se você cansasse, se você morresse…
Mas você não morre, você é duro, José!
Sozinho no escuro qual bicho-do-mato, sem teogonia, sem parede nua para se encostar, sem cavalo preto que fuja a galope, você marcha, José!
José, pra onde?”
http://www.flickr.com/photos/lineneto/sets/72157606787908434/
Diário de viagem#2
•Agosto 14, 2008 • Deixe um comentárioAmanhã é o último dia aqui em Salvador… Tá dando uma preguiça de ir pra casa! Mas, a vantagem das viagens é exatamente essa: voltar. Encontrar os amigos, contar os micos que paguei por aqui, os lugares legais (ou não) que conheci.
Hoje não tô muito inspirada pra contar coisas. Aqui embaixo tem uma fotinho em Morro de São Paulo e no Orkut tem outras atualizadas. Quem estiver afim, dá uma olhadinha! =o)
http://www.orkut.com.br/Album.aspx?uid=5186794377694896843&aid=1218736155
Diário de viagem
•Agosto 11, 2008 • 1 Comentário
Pois é, não resisti à tentação acabei parando na frente do computador. Fazer o quê, não é mesmo… Mas, pelo menos estou conseguindo fazer, ou não, algumas das coisas da lista do post anterior. Eeeeeeee.
- realmente não trouxe o celular e só liguei pra minha mãe (e foi só 1 vez. Ok, mandei e-mail).
- já deu pra notar que as restrições quanto à comunicação via Internet foi completamente ignorada.
- dois livros surgiram na minha mala (não sei como), mas não li nenhum.
- estou conseguindo tirar várias fotos, tomar sol, mas sem bronzeador… quero evitar o envelhecimento precoce!
- não comi nenhuma comida típica e nem vou fazê-lo! Mas teve uma carne com curry que não caiu muito bem não…
- não li nenhum jornal e a única coisa que sei das Olimpíadas é que o Brasil ganhou um jogo de futebol.
- já garanti a minha piña colada!!
- não dancei axé (ainda) e, às vezes, até esqueço do cigarro!
- e, nesse exato momento, estou de biquíni, camiseta, chinelo e esqueci onde foi parar meu tênis!!
É, acho que nesses últimos três dias consegui ser um pouquinho forte e as férias estão sendo bem proveitosas. O meu problema é que tenho uma certa dificuldade de sair da rotina. Um dia eu melhoro!
Férias ou cérebro em repouso
•Agosto 8, 2008 • 6 ComentáriosPois é, a mocinha aqui vai sair de férias! Vou pra Salvador tentar descobrir o quê a baiana tem.
Não tenho muitos planos ou roteiros definidos. Pra falar a verdade, dei uma olhadinha em alguns sites, mas vou tentar ficar na expectativa, assim, o que vier é lucro.
Mas, defini algumas coisinhas que quero ou não fazer e, é claro, vou mostrar em forma de lista, pra não perder o costume…
- não vou levar o celular, nem o computador, nem o palm, talvez só o iPod
- não vou acessar e-mails, nem usar o messenger, orkut e nem atualizar o blog
- não vou levar nenhum livro (ai, ai, vai ser muito difícil)
- vou tentar, ao máximo, não dar boa noite para o William e Fátima do Jornal Nacional
- não vou comprar nenhum berimbau
- não vou trazer fitinhas do Nosso Senhor do Bonfim
- não vou comer acarajé (com a sorte que tenho, seu eu fizer isso é bem capaz de eu ter uma reação alérgica e passar uma semana mofando dentro do hotel)
- espero tirar muitas fotos, mas nenhuma em que eu apareça de biquíni e, muito menos, da cintura pra baixo (tenho uma imagem a zelar, por favor)
- sou workaholic, mas vou fazer de tudo pra não pensar em coisas como clipping, colunistas, portais de notícias, etc.
- quero me lambuzar de bronzeador e tirar essa cor apagada que tomou conta do meu corpo que costumava ser moreno
- não vou acordar às 5 da manhã
- não vou passar blondor na virilha (que nojo!)
- vou tentar fumar menos
- vou telefonar só pra minha mãe (ou pensam que sou tão desnaturada assim?)
- quero caipirinhas (não no sol, é claro), piña colada, cerveja gelada e aqueles drinks com guarda-chuvinhas
- pretendo afastar a preguiça de lado e andar bastante a pé
- quero comer ostra, mas não quero camarão, nem azeite de dendê ou leite de côco
- vou passar quase todos os dias de chinelo, bermuda e regata, bem largada mesmo (chega de bota e calça jeans)
- vou tentar seqüestrar a Cláudia Leite
- quero esquecer as Olimpíadas
- e, pra terminar, vou tentar evitar contatos muito íntimos com o axé… mas sabem, né, a carne é fraca
Enfim, era isso. Mandem positive vibrations e quando eu voltar conto as peripécias de Aline no País das Maravilhas.
beijo-outro-tchau
Listas#3
•Agosto 4, 2008 • 6 ComentáriosPulando de blog em blog durante o final de semana e também quando não tenho muito o que fazer, acabei encontrando um tipo de lista legal: das coisas que quero fazer, ser ou até mesmo ter. Se você quiser, pode acrescentar a sua própria lista nos comentários.
- ir a Londres com a Ju, a melhor guia turística que existe
- trabalhar na BBC, Channel 4, Folha de S.P. Rolling Stone
- voltar para o Rio de Janeiro
- terminar de uma vez por todas a faculdade
- ser capaz de cuidar de uma planta
- ter um cachorro
- conviver comigo mesma
- falar menos palavrões
- ser mais tolerante
– me preocupar menos
– sofrer menos
– exigir menos
– ler um livro inteiro de cada vez
– ver de perto as pirâmides no Egito
– não ter vergonha de dizer que gosto de alguém
– fazer exercícios
– fumar menos
– beber menos
– rir mais (dizem fazer bem pra pele)
– aprender a contar piadas
– aprender a assobiar
– deixar o cabelo crescer, mas não muito
– ir a um jogo do Flamengo, no Maracanã
– não deixar nenhum amigo na mão
– fazer amigos
– preservar aqueles que tenho
– conseguir fazer uma tatuagem colorida
– ir ao cinema, ao teatro
– visitar mais os meus pais e meu irmão
– ser menos desnaturada com meu sobrinho
– controlar minha ansiedade
– fotografar mais
– voar de balão
– andar mais de trem (tudo em nome do ecossistema)
– receber tulipas amarelas (rosas amarela já ganhei)
– elogiar mais
– ser mais organizada
– não ter medo de dentista, nem de altura
– falar menos
– ouvir mais
– tomar menos remédios
– não ter vergonha de chorar
– usar menos o computador
– seguir todas as listas que faço…
Alta Fidelidade, página 52:
•Julho 22, 2008 • Deixe um comentário“Terça-feira à noite eu reorganizo a minha coleção de discos; freqüentemente o faço em períodos de estresse emocional. Há pessoas que considerariam isso uma forma bem chata de se passar uma noite, mas eu não. Esta é a minha vida, e é bom poder chapinhar nela, mergulhar meus braços nela, tocá-la.
Quando Laura estava aqui, eu tinha os discos arrumados em ordem alfabética; antes disso eu os tinha arquivados em ordem cronológica, começando com Robert Johnson e terminando com, não sei, Wham!, ou alguém africano, ou quem mais eu estivesse ouvindo quando Laura e eu nos conhecemos. Hoje à noite, porém, estou a fim de algo diferente, de modo que tento lembrar-me da ordem em que os comprei: dessa forma espero escrever minha própria autobiografia, sem ter que fazer algo como empunhar uma caneta. Tiro os discos das prateleiras, empilho-os pelo chão da sala toda, procuro Revolver, e sigo a partir daí, e quando termino estou inundado por um sentimento de identidade, porque isto, afinal, é quem eu sou. Gosto de poder ver como fui de Deep Purple a Howling Wolf em vinte e cinco movimentos; já não me incomoda a recordação de ter ouvido Sexual Healing durante todo um período de celibato sexual forçado (…)
Mas do que eu realmente gosto é da sensação de segurança que o novo sistema de arquivo me dá; tornei-me mais complicado do que sou na realidade. Eu tenho uns dois mil discos, e só sendo eu – ou no mínimo, doutor em Flemingologia – para saber como encontrar qualquer um deles. Se eu quero tocar, digamos, Blue, de Joni Mitchell, tenho que lembrar que o comprei para uma pessoa no outono de 1983 e achei melhor não dá-lo a ela, por razões nas quais não quero na verdade entrar. Bem, vocês não sabem de nada disso, de modo que estão perdidos, na verdade, não é? Teriam que me pedir para cavá-lo pra vocês, e por alguma razão acho isso enormemente reconfortante.”










